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| Forte de Coimbra em desenho de Alberto Lima |
Dezesseis meses depois de sua fundação é quase que inteiramente destruído pelo fogo, o forte de Coimbra:
Cerca de 21 horas do dia 4 de fevereiro de 1877, por descuido de um soldado, incendiou-se um rancho e o fogo alastrou-se rapidamente a todos os outros, abrasando tudo.Não houve tempo senão para fugirem seus ocupantes com poucos trastes que puderam salvar.
Por sorte escapou ao incêndio o paiol de pólvora, construído afastado dos alojamentos e coberto de telhas. Se tivesse sido atingido, a explosão provocaria uma verdadeira catástrofe. Um escravo que dormia descuidado num rancho foi a única vítima a lamentar nesse incêndio.
Procedeu-se logo à construção de nova estacada. É desta planta mais antiga que se conhece de Coimbra. Formava um quadrilátero de 300 palmos de frente por 160 de fundo (66 m por 35,20 m). No fundo media 340 palmos, pois havia um pequeno saliente de cada lado.
Havia mais dois salientes:um no centro da cerca da frente e outro na dos fundos. Esses salientes formavam baluartes, cada um consagrado a um santo protetor. O da frente da estacada,voltado para o rio e para o sul, estava consagrado a Santa Ana, o do norte a São Gonçalo, o do nascente a São Tiago e o do poente a Nossa Senhora da Conceição.
Dentro da estacada os soldados construíram uma tosca capela dedicada à Virgem do Carmo, padroeira do presídio.
FONTE: Carlos Francisco Moura, O Forte de Coimbra, Edições UFMT, Cuiabá,1975, página 29.
FOTO: Desenho de Alberto Lima

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