Pular para o conteúdo principal

Mato Grosso elege primeiro governador


Arnaldo Estevão de Figueiredo

O Estado de Mato Grosso escolhe em 9 de janeiro de 1947, o seu primeiro governador e deputados estaduais depois da queda do Estado Novo. Concorreram os seguintes partidos: União Democrática Nacional, Partido Social Democrático, Partido Trabalhista Brasileiro, Partido Republicano e Partido Comunista do Brasil. Venceu a aliança PSD-PTB, com Arnaldo Estevão de Figueiredo, governador e Filinto Muller, senador. Para a Assembleia Estadual Constituinte elegeram-se os seguintes deputados: Adjalmo Saldanha, André Melchiades de Barros, Antonio Mena Gonçalves, Antonio Ribeiro de Arruda, Audelino Francisco da Costa Sobrinho, Benedito Vaz de Figueiredo, Clovis Hugueney, Gervásio Leite, Guilherme Vitorino, Italívio Coelho, José Gomes, José Cerveira, José Gomes Pedroso, José Gonçalves de Oliveira, José Henrique Hanstenreiter, José Manoel Fontanilhas Fragelli, Lenine Povoas, Licínio Monteiro da Silva, Lício Proença Borralho, Luiz Alexandre de Oliveira, Luis Felipe Pereira Leite, Oclécio Barbosa Martins, Otacílio Faustino da Silva, Pen de Moraes Gomes, Rádio Maia, Salviano Mendes Fontoura, Virgílio Alves Correa Neto e Waldir dos Santos Pereira.

Natural de Rosário Oeste, o engenheiro agrônomo Arnaldo Estevão de Figueiredo, antes de chagar ao governo foi prefeito de Campo Grande, com intensa atividade profissional no Sul do Estado.


FONTE: Rubens de Mendonça, História do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, Assembleia Legislativa, Cuiabá, 1967 (I volume), página 283.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Tomada da fazenda Machorra

Na guerra do Paraguai, a força expedicionária brasileira, em ação no Sul de Mato Grosso, toma do exército inimigo em 20 de abril de 1867, a sede da fazenda Machorra, localizada em território brasileiro, à margem direita do rio Apa, em sua marcha com destino à ocupação da fazenda Laguna em território paraguaio. O relato é do próprio comandante das tropas brasileiras, coronel Camisão, na seguinte ordem do dia: Tenho a honra e orgulho de participar a V.Ex. que no dia 20 do corrente à frente da briosa coorte de soldados que comando, transpus o rio Apa, ocupando o forte de Bela Vista, cujas casas e edifícios os paraguaios com a nossa chegada trataram de incendiar, havendo destruído todas as suas plantações e lançado no rio muitos objetos que estão sendo retirados. Saindo da colônia de Miranda no dia 15, e levando comigo os fugitivos que ali se tinham apresentado vindos do Paraguai, com três dias de marcha cheguei ao rio Apa, acampando no lugar de uma antiga casa denominada por...

A morte de Solano Lopez

Dá-se em 1° de março de 1870, a última batalha da guerra do Paraguai, da qual participa o marechal Francisco Solano Lopez, em Cerro Corá, às margens do rio Aquidaban, proximidades de Ponta Porã. Tropas comandadas pelo general Câmara travam o decisivo combate do conflito que durou cinco anos. O tenente-coronel Jorge Maia, veterano dessa guerra, dá notícia detalhada dos últimos minutos do presidente Solano Lopez, já ferido no ventre em confronto com tropas do coronel Joca Tavares: Assim, tão gravemente ferido, López desistiu da inútil resistência, e, já no trilho limpo da macega, pelo trânsito, põe o cavalo a meio galope para ganhar o mato, boca da picada, que tinha cerca de 30 m. Foi nessa ocasião que o cabo Lacerda disse aos oficiais:   Foi lanceado na barriga. Tudo isso se passou em poucos minutos. (...) Foi nessa ocasião que chegou o general Câmara e perguntou: Que é do Lopez? E os oficiais do Estado Maior do Coronel Joca Tavares, que ali se achavam, responderam: Entrou aqu...

Nasce José Alves Ribeiro, o coronel Zelito

Inauguração do busto do coronel Zelito em Aquidauana Filho de José Alves Ribeiro (o coronel Jejé), nasce em Miranda, em 10 de dezembro de 1884, José Alves Ribeiro, (o coronel Zelito). Fez o curso primário em sua cidade natal e o preparatório em Cuiabá e voltou para a fazenda Taboco. Retornou a Cuiabá em 1915, onde no ano seguinte, casou-se com Maria Constança, filha de Pedro Celestino. Em plena lua-de-mel, por indicação do sogro que apóia o governo, assume a reação ao major Gomes, que rebela-se contra o presidente Caetano de Albuquerque, derrotando-o no segundo combate, em 1917.  Deputado estadual na legislatura de 1921 a 1923, tomou gosto pela política, elegendo-a sua principal atividade. “Em 1924 – recorda seu filho Renato Alves Ribeiro – quando houve a invasão do Estado pela famosa ‘Coluna Prestes’, o coronel Joselito organizou o 1º Batalhão de Infantes Pioneiros, com 140 homens, e foi designado para defender a estação de Arapuá, onde estava localizado o Posto de ...