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Coluna brasileira no Taboco



Ranchos da fazenda Taboco, no Pantanal, desenho de Taunay


Em 3 de julho de 1866, sob o comando do tenente-coronel Joaquim Mendes Guimarães a força expedicionária em direção à Miranda, “depois de dez dias de marcha, afinal veio acampar junto ao rio Taboco. Aí determinou a demora até que os mantimentos esperados e que vinham atrasados dessem algum alento aos soldados exaustos depois de tão duros transes e lhes permitissem alguma robustez antes de qualquer determinação.

Um dos primeiros lenitivos foi a fartura de gado que vagueia pelos campos do Taboco. Isto e a chegada de recursos pouco a pouco foram minorando o estado mísero que apresentavam as forças, coisa acima de descrição. Homens quase nus, esquálidos, mortos de fome, verdadeira tropa de maltrapilhos”. 

Em nota de pé de página,Taunay detalha as agruras da marcha até às margens do Taboco:

A força deu verdadeiro atranco. A transposição dos pantanaes foi coisa horrorosa. Caminharam os soldados dias inteiros com água pela cintura e, começando o sol a secar os charcos, mais difícil tornou-se ainda romper pelos extensos lameiros. Nos pantanais da Madre e da Cangalha em que o lodo não dava pé, muitos lá ficaram atolados para sempre. O estivado coberto de feixes de macega serviu para os que passaram primeiro: a retaguarda, mulheres e bagagens tiveram que se meter numa lama visguenta que serviu de abismo a muita gente. O desespero salvou a outros.

 
FONTE: Taunay, Em Mato Grosso invadido, Melhoramentos, SP, sd, página 72.

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