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Rondon convidado a chefiar proteção oficial aos índios

Em carta de 2 de março de 1910, assinada pelo ministro Rodolfo Miranda, de Agricultura, Indústria e Comércio, do governo de Nilo Peçanha, Rondon é oficialmente convidado para a direção do recém-criado Serviço de Proteção aos Índios: Exmo. Sr. Coronel Cândido Mariano da Silva Rondon: Visa a presente carta revestir de cunho oficial o convite que, pessoalmente, vos dirigi em nome da causa de nossos silvícolas. A espontaneidade da escolha de vosso nome para fomentar e dirigir a catequese que o Governo da República deliberou empreender é a consagração formal da conduta humanitária, generosa, que tanto vos recomendou à confiança do indígena, na longa e heróica jornada que realizastes em zonas até então vedadas aos mais audaciosos exploradores. Quem, denodadamente e com rara abnegação, sacrificou a sua quietude, a calma do lar, a sua própria vida, por bem servir à nação; quem pode fazer do indígena a plenitude do seu domínio no seio das florestas, defendido dos artifícios da civilização ...

A morte de Solano Lopez

Dá-se em 1° de março de 1870, a última batalha da guerra do Paraguai, da qual participa o marechal Francisco Solano Lopez, em Cerro Corá, às margens do rio Aquidaban, proximidades de Ponta Porã. Tropas comandadas pelo general Câmara travam o decisivo combate do conflito que durou cinco anos. O tenente-coronel Jorge Maia, veterano dessa guerra, dá notícia detalhada dos últimos minutos do presidente Solano Lopez, já ferido no ventre em confronto com tropas do coronel Joca Tavares: Assim, tão gravemente ferido, López desistiu da inútil resistência, e, já no trilho limpo da macega, pelo trânsito, põe o cavalo a meio galope para ganhar o mato, boca da picada, que tinha cerca de 30 m. Foi nessa ocasião que o cabo Lacerda disse aos oficiais:   Foi lanceado na barriga. Tudo isso se passou em poucos minutos. (...) Foi nessa ocasião que chegou o general Câmara e perguntou: Que é do Lopez? E os oficiais do Estado Maior do Coronel Joca Tavares, que ali se achavam, responderam: Entrou aqu...

Motim no forte Coimbra

Às oito horas da noite, do dia 26 de fevereiro de 1831, amotina-se a guarnição de Coimbra, depondo o comandante, que é mandado preso para a localidade de Albuquerque.¹ A rebelião foi chefiada por elementos nativistas, que agiam em todo o Estado contra o predomínio político e econômico dos portugueses ou adotivos, desde a proclamação da independência em 1822. No mesmo ano houve manifestações semelhantes em guarnições militares de Casalvasco, forte Príncipe da Beira, Vila Maria e Cuiabá.² A Rusga, em Cuiabá, a  30 de maio de 1834  com dezenas de mortes, foi o ponto culminante do movimento. FONTES : ¹Estevão de Mendonça,  Datas Matogrossenses , (2a. edição) Governo de Mato Grosso, Cuiabá, 1973, página 108; e ²Walmir Batista Correa,  História da violência em Mato Grosso, 1817-1840 , Editora UFMS, Campo Grande, 1997, página 53.

Força brasileira deixa Nioaque

A RETIRADA DA LAGUNA - Composição de Álvaro Marins (Seth) Um mês acampada em Nioaque, depois de longa permanência em Miranda, as forças brasileiras, sob o comando o coronel Camisão, finalmente, iniciam a marcha sobre a fronteira paraguaia. O tenente Taunay,economizou palavras para registrar o fato: Arrancou a coluna a 25 de fevereiro de 1867, indo acampar a uma légua da vila, à margem do rio Nioaque. Logo que pudemos, visitamos o comandante. Tinha a barraca sobre um montículo pedregoso, a meio abrigado por palmeiras que tornavam aprazível aquele local. Estava agitado: já para o rancho da tarde faltava gado. FONTE : Taunay,  A retirada da Laguna , 14a. edição, Edições Melhoramentos, S. Paulo, 1942, página 41.

Iniciada a linha de transmissão entre Jupiá e Campo Grande

Usina de Jupiá em construção Com a inauguração da primeira torre entre Três Lagoas e Campo Grande, em 23 de fevereiro de 1964, chega ao Sul de Mato Grosso o marco inicial da energia hidrelétrica da usina de Jupiá, a primeira do complexo de Urubupungá. Ao ato, presidido pelo governador Fernando Correa da Costa, compareceu o representante do governador de São Paulo (Ademar de Barros) e da Celusa (Centrais Elétricas do Urubupungá S/A), José Aflalo Filho, que discursando na ocasião, ressaltou a importância do empreendimento em seus aspectos sócio-econômicos, com destaque para a questão industrial: "No momento em que a mais grave crise de energia elétrica ronda ameaçadoramente diversos estados da União, impondo racionamentos e medidas outras tendentes a evitar um colapso total, rejubila-se o Estado de São Paulo em vir trazer aos matogrossenses este marco que significa, praticamente, para a região sul deste grande Estado, imprescindível fator de progresso. "Na verdade, a en...

Frei Mariano preso pelo exército paraguaio

Igreja do frei Mariano no início do século XX, restaurada por fiéis Frei Mariano de Bagnaia, pároco de Miranda, que, com outros brasileiros de sua paróquia, se refugiara no Pantanal, retorna ao vilarejo com a intenção de salvar sua igreja e é preso pelo inimigo. O ensejo de sua prisão é descrito por Taunay no II capítulo de seu livro Retirada da Laguna: A 22 de fevereiro de 1865, deixando Frei Mariano as margens do Salobro, onde se refugiara, ao aproximar-se da invasão, viera, de moto próprio, entregar-se aos paraguaios, no intuito de lhes pedir compaixão para com a desventurada paróquia. Ao chegar à vila, fora-lhe o primeiro cuidado correr à matriz, objeto de sua mais viva solicitude. Desolador espetáculo o esperava: altares derribados, as imagens santas despojadas dos adornos, enfim todas as mostras da profanação. Ao presenciá-lo, dele se apoderou tal sentimento de indignação e de desespero, que não pode dominar-se. Imediatamente e em tom retumbante, à frente do chefe paragu...

Barão de Vila Maria chega ao Rio fugindo da guerra

Chega ao Rio, com a família em 21 de fevereiro de 1865, o pecuarista Joaquim José Gomes da Silva, Barão de Vila Maria, proprietário da fazenda Firme, no município de Corumbá. O barão fugia da guerra do Paraguai, que chegara a Corumbá nos primeiros dias desse ano. O Diário do Rio de Janeiro faz o registro: "Chegou ontem a esta corte o sr. Barão de Vila Maria, trazendo 29 dias de viagem de sua fazenda à margem do Paraguai, no distrito de Corumbá. Esta rápida viagem feita pelo sr. barão de Vila Maria, que trouxe consigo sua família, foi determinada não só pelo desejo de vir entender-se com o governo a respeito dos negócios da sua província, como também pela necessidade de salvar-se a si e à sua família. O sr. barão só tem conhecimento das ocorrências havidas entre 26 de dezembro e o dia 3 de janeiro. Confirmam-se as notícias sobre a tomada de Coimbra e sobre a crueldade dos paraguaios. Infelizmente, porém, que reformar o nosso juízo sobre a defesa do forte de Coimbra. Parece...