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4 de setembro 1865 – Força brasileira deixa Uberaba Para dar combate ao Paraguai, cujas forças em dezembro de 1864 invadiram o Sul de Mato Grosso, paulistas e mineiros formam a Força Expedicionária de Mato Grosso, “de contingentes somando 2.600 praças, que seriam acrescidos de soldados goianos – um esquadrão de cavalaria (tropa de linha) e um batalhão de voluntários, que marchariam em separado da cidade de Goiás, então capital daquela província”. As duas brigadas reúnem-se em Uberaba, “dando-se a organização que um pequeno exército requer, para marchar e combater o inimigo. Paralelamente à Comissão de Engenheiros, organizaram-se a Comissão de Saúde, a Auditoria de Guerra, a Repartição Eclesiástica, a Caixa Pagadora e as repartições responsáveis pelos materiais e pelo pessoal. As tropas que marcharam de São Paulo estavam sob o comando do coronel Manuel Pedro Drago, nomeado presidente da província de Mato Grosso em substituição ao coronel Frederico Carneiro de Campos, aprisionad...

Aprovada a construção da estrada de ferro São Paulo-Mato Grosso

Em telegrama encaminhado ao governador Generoso Ponce, em 24 de março de 1908, o presidente da República, Afonso Pena, comunica a aprovação do projeto da estrada de ferro entre Itapura e Corumbá. A notícia é recebida com regozijo pelo governador e destaque da imprensa:   FONTE : Autonomista (Corumbá), em 11 de abril de 1908.  

A morte de Dom Aquino, arcebispo de Cuiabá

Morre em São Paulo, em 22 de março de 1956, dom Aquino Correa, arcebispo de Cuiabá.  Nascido em Cuiabá a 2 de abril de 1885, dom Aquino é uma das figuras de maior destaque na história de Mato Grosso. Doutor em Filosofia pela Universidade Gregoriana de Roma, dirigiu o Liceu Salesiano em Cuiabá, é eleito em abril de 1914 pelo papa Pio X bispo titular de Prusiade e bispo auxiliar de d. Carlos Luiz D'Amour, arcebispo de Cuiabá, sendo então o bispo mais novo do mundo. A 1º de novembro é eleito presidente do Estado de Mato Grosso, como candidato da conciliação, depois da renúncia de Caetano de Albuquerque e de um pequeno período de intervenção federal. Em agosto de 1921 é promovido a arcebispo metropolitano. Poeta consagrado e orador de escol, Dom Aquino foi até hoje o primeiro mato-grossense a ocupar uma vaga na Academia Brasileira de Letras, para a qual fora eleito a 9 de dezembro de 1926. Ao lado de Rondon, dom Aquino Correa é o vulto da história de Mato Grosso que recebeu maiore...

Rondon nas ruínas de Santiago de Xerez

De sua viagem de Coxim a Rio Negro e Aquidauana, às margens do rio Aquidauana, a comissão Rondon alcança em 20 de março de 1902, local que acredita-se guardar marcas de Santiago de Xerez, conforme anotação do sertanista em seu diário: Passamos pelo local onde deve ter sido  Xerez , fundada pelos espanhóis e depois abandonada, por terem estes sido expulsos pelos paulistas e pelos portugueses, vindo a desaparecer, com o correr do tempo, a cidade que talvez tivesse encerrado grandes riquezas acumuladas pelos jesuítas. Daí a lenda de que, não podendo levar seus tesouros, deixaram-nos enterrados junto ao córrego, inclusive um grande Cristo de ouro, em tamanho natural. Na serra próxima se encontrava ouro, em um veeiro antigamente explorado. FONTE : Esther de Viveiros,  Rondon conta sua vida , Cooperativa Cultural dos Esperantistas, Rio de Janeiro, 1969, página 150.

Nasce Zacarias Mourão

Nasce em Coxim, em 15 de março de 1928, Zacarias dos Santos Mourão. Passou a infância em sua cidade natal, tornando-se coroinha ao lado do padre Chico, que o apelidou de Tió, nome de um pássaro. Sua vida é lembrada por sua filha Lígia Mourão: Com 11 anos, Tió, acompanhado de Padre Chico - com quem se tornou coroinha, encontrou um arbusto de pé de cedro na beira do rio Coxim, durantes uma das várias caçadas que realizava em companhia do sacerdote. O menino resolveu que iria contribuir para arborização da cidade e acabou plantando a árvore. Anos mais tarde, a atitude ecológica teve uma justificativa mais filosófica, como ele mesmo explicou à filha. Teve um sentido porque ele havia conversado sobre Deus, sobre natureza... Ele queria arborizar do jeito que era o lugar mesmo. [...] Uma vez perguntei: "Porque o senhor plantou um pé de cedro? Ele respondeu que queria saber sobre a vida e que plantou o amor" (sic). Zacarias queria ver a árvore vingar. Seria o resultado do amor que...

Taunay chega aos morros e se apaixona por uma índia chané

A comissão de engenheiros da força expedicionária, à frente das tropas estacionadas em Coxim, completamem 11 de março de 1866,  a subida da serra de Maracaju. O tenente Taunay, integrante do grupo conta como foi a chegada e permanência nos Morros: No dia 11 de março, depois da subida, em extremo pitoresca, da serra de Maracaju, toda cheia de enormes lajes e pedras soltas, subida que descrevi nas Narrativas Militares e em que meu burro Paysandu se portou admiravelmente, chegamos ao alto, ao pouso dos refugiados da vila e do distrito de Miranda, que tinham ali ido ocultar-se desde fins de janeiro de 1865, por ocasião da invasão paraguaia. Chamava-se o local Morros e compunha-se de dois verdadeiros acampamentos, um de João Pacheco de Almeida, em cuja casa nos hospedamos, e outro, a meia légua de distância, conhecido por Chico Dias, velho indiático de alguma influência. Nos morros, onde as forças brasileiras permaneceram até julho, antes de seguirem para Miranda, o jovem Taunay, man...

Punido comandante que abandonou Corumbá

Ato de 3 de março de 1865, do governo do Estado pune o coronel Carlos Augusto de Oliveira, por ter abandonado Corumbá e sua população, diante da ameaça de invasão paraguaia, ocorrida em 3 de janeiro de 1865: RESOLUÇÃO - O presidente da Província, considerando que o Coronel Carlos Augusto de Oliveira, comandante das armas da mesma Província, não pode mais desempenhar este cargo com provento do serviço público depois do desastroso abandono que fez do importante e florescente ponto de Corumbá sem ter visto o inimigo, inutilizando e desmoralizando assim a força de linha sob seu comando, a qual até hoje anda dispersa e fugitiva por esses pantanais ínvios, por onde se meteu o mesmo comandante das armas com parte dela; e que à vista do seu procedimento é indispensável e urgente a sua substituição por um oficial superior que tenha as qualidades correspondentes a semelhante cargo na tão melindrosa situação presente; resolve, em virtude do artigo 5. § 8º da lei n° 38 d...

Rondon convidado a chefiar proteção oficial aos índios

Em carta de 2 de março de 1910, assinada pelo ministro Rodolfo Miranda, de Agricultura, Indústria e Comércio, do governo de Nilo Peçanha, Rondon é oficialmente convidado para a direção do recém-criado Serviço de Proteção aos Índios: Exmo. Sr. Coronel Cândido Mariano da Silva Rondon: Visa a presente carta revestir de cunho oficial o convite que, pessoalmente, vos dirigi em nome da causa de nossos silvícolas. A espontaneidade da escolha de vosso nome para fomentar e dirigir a catequese que o Governo da República deliberou empreender é a consagração formal da conduta humanitária, generosa, que tanto vos recomendou à confiança do indígena, na longa e heróica jornada que realizastes em zonas até então vedadas aos mais audaciosos exploradores. Quem, denodadamente e com rara abnegação, sacrificou a sua quietude, a calma do lar, a sua própria vida, por bem servir à nação; quem pode fazer do indígena a plenitude do seu domínio no seio das florestas, defendido dos artifícios da civilização ...

A morte de Solano Lopez

Dá-se em 1° de março de 1870, a última batalha da guerra do Paraguai, da qual participa o marechal Francisco Solano Lopez, em Cerro Corá, às margens do rio Aquidaban, proximidades de Ponta Porã. Tropas comandadas pelo general Câmara travam o decisivo combate do conflito que durou cinco anos. O tenente-coronel Jorge Maia, veterano dessa guerra, dá notícia detalhada dos últimos minutos do presidente Solano Lopez, já ferido no ventre em confronto com tropas do coronel Joca Tavares: Assim, tão gravemente ferido, López desistiu da inútil resistência, e, já no trilho limpo da macega, pelo trânsito, põe o cavalo a meio galope para ganhar o mato, boca da picada, que tinha cerca de 30 m. Foi nessa ocasião que o cabo Lacerda disse aos oficiais:   Foi lanceado na barriga. Tudo isso se passou em poucos minutos. (...) Foi nessa ocasião que chegou o general Câmara e perguntou: Que é do Lopez? E os oficiais do Estado Maior do Coronel Joca Tavares, que ali se achavam, responderam: Entrou aqu...

Motim no forte Coimbra

Às oito horas da noite, do dia 26 de fevereiro de 1831, amotina-se a guarnição de Coimbra, depondo o comandante, que é mandado preso para a localidade de Albuquerque.¹ A rebelião foi chefiada por elementos nativistas, que agiam em todo o Estado contra o predomínio político e econômico dos portugueses ou adotivos, desde a proclamação da independência em 1822. No mesmo ano houve manifestações semelhantes em guarnições militares de Casalvasco, forte Príncipe da Beira, Vila Maria e Cuiabá.² A Rusga, em Cuiabá, a  30 de maio de 1834  com dezenas de mortes, foi o ponto culminante do movimento. FONTES : ¹Estevão de Mendonça,  Datas Matogrossenses , (2a. edição) Governo de Mato Grosso, Cuiabá, 1973, página 108; e ²Walmir Batista Correa,  História da violência em Mato Grosso, 1817-1840 , Editora UFMS, Campo Grande, 1997, página 53.

Força brasileira deixa Nioaque

A RETIRADA DA LAGUNA - Composição de Álvaro Marins (Seth) Um mês acampada em Nioaque, depois de longa permanência em Miranda, as forças brasileiras, sob o comando o coronel Camisão, finalmente, iniciam a marcha sobre a fronteira paraguaia. O tenente Taunay,economizou palavras para registrar o fato: Arrancou a coluna a 25 de fevereiro de 1867, indo acampar a uma légua da vila, à margem do rio Nioaque. Logo que pudemos, visitamos o comandante. Tinha a barraca sobre um montículo pedregoso, a meio abrigado por palmeiras que tornavam aprazível aquele local. Estava agitado: já para o rancho da tarde faltava gado. FONTE : Taunay,  A retirada da Laguna , 14a. edição, Edições Melhoramentos, S. Paulo, 1942, página 41.

Iniciada a linha de transmissão entre Jupiá e Campo Grande

Usina de Jupiá em construção Com a inauguração da primeira torre entre Três Lagoas e Campo Grande, em 23 de fevereiro de 1964, chega ao Sul de Mato Grosso o marco inicial da energia hidrelétrica da usina de Jupiá, a primeira do complexo de Urubupungá. Ao ato, presidido pelo governador Fernando Correa da Costa, compareceu o representante do governador de São Paulo (Ademar de Barros) e da Celusa (Centrais Elétricas do Urubupungá S/A), José Aflalo Filho, que discursando na ocasião, ressaltou a importância do empreendimento em seus aspectos sócio-econômicos, com destaque para a questão industrial: "No momento em que a mais grave crise de energia elétrica ronda ameaçadoramente diversos estados da União, impondo racionamentos e medidas outras tendentes a evitar um colapso total, rejubila-se o Estado de São Paulo em vir trazer aos matogrossenses este marco que significa, praticamente, para a região sul deste grande Estado, imprescindível fator de progresso. "Na verdade, a en...

Frei Mariano preso pelo exército paraguaio

Igreja do frei Mariano no início do século XX, restaurada por fiéis Frei Mariano de Bagnaia, pároco de Miranda, que, com outros brasileiros de sua paróquia, se refugiara no Pantanal, retorna ao vilarejo com a intenção de salvar sua igreja e é preso pelo inimigo. O ensejo de sua prisão é descrito por Taunay no II capítulo de seu livro Retirada da Laguna: A 22 de fevereiro de 1865, deixando Frei Mariano as margens do Salobro, onde se refugiara, ao aproximar-se da invasão, viera, de moto próprio, entregar-se aos paraguaios, no intuito de lhes pedir compaixão para com a desventurada paróquia. Ao chegar à vila, fora-lhe o primeiro cuidado correr à matriz, objeto de sua mais viva solicitude. Desolador espetáculo o esperava: altares derribados, as imagens santas despojadas dos adornos, enfim todas as mostras da profanação. Ao presenciá-lo, dele se apoderou tal sentimento de indignação e de desespero, que não pode dominar-se. Imediatamente e em tom retumbante, à frente do chefe paragu...

Barão de Vila Maria chega ao Rio fugindo da guerra

Chega ao Rio, com a família em 21 de fevereiro de 1865, o pecuarista Joaquim José Gomes da Silva, Barão de Vila Maria, proprietário da fazenda Firme, no município de Corumbá. O barão fugia da guerra do Paraguai, que chegara a Corumbá nos primeiros dias desse ano. O Diário do Rio de Janeiro faz o registro: "Chegou ontem a esta corte o sr. Barão de Vila Maria, trazendo 29 dias de viagem de sua fazenda à margem do Paraguai, no distrito de Corumbá. Esta rápida viagem feita pelo sr. barão de Vila Maria, que trouxe consigo sua família, foi determinada não só pelo desejo de vir entender-se com o governo a respeito dos negócios da sua província, como também pela necessidade de salvar-se a si e à sua família. O sr. barão só tem conhecimento das ocorrências havidas entre 26 de dezembro e o dia 3 de janeiro. Confirmam-se as notícias sobre a tomada de Coimbra e sobre a crueldade dos paraguaios. Infelizmente, porém, que reformar o nosso juízo sobre a defesa do forte de Coimbra. Parece...